Estive na noite de 11 de novembro, domingo, no Espaço Cultural Juca Chaves, em São Paulo, para assistir a peça Allan Kardec – O Cientista do Invisível, montada pela Companhia Operários do Palco, com texto e direção de Marco Nicolatto.
Com uma linda trilha sonora original, de Gustavo Barcamor, que já marca o início do espetáculo e permanece, em diferentes momentos, emocionando o público até o final, a apresentação levou-me às lágrimas. Especialmente pelas lutas de Allan Kardec no ideal que abraçou, como também pelas lembranças carinhosas e gratas que o Espiritismo proporciona ao coração.
Mesmo sem falar da competência dos atores e atrizes, por si só um espetáculo a parte, a peça resgata a evolução histórica da Codificação do Espiritismo e mostra o homem Allan Kardec, com suas lutas pela difusão das idéias nascentes, desprezo e perseguição que enfrentou e o grande propósito da mensagem espírita para a felicidade da família humana, com o conforto e notável lógica de seus fundamentos.
A seqüência dos diálogos, os trechos escolhidos, os momentos históricos encenados e a impecável apresentação fazem da peça uma oportunidade incomparável, imperdível mesmo, de reflexão sobre o tesouro que detemos em mãos: o conhecimento espírita. Por sua vez, o destaque às lutas de Allan Kardec, numa época desprovidas dos modernos recursos de comunicação hoje disponíveis, o esforço dos espíritas pioneiros, dos espíritos que laboraram para a concretização do ideal e o atual empenho dos espíritas, no Brasil, para divulgação da mensagem, também pelo teatro, é merecedor de nossos melhores aplausos.
Com figurino especialmente selecionado, o que dá o toque da memória de uma época, os atores trocam de roupa várias vezes durante o espetáculo, determinando incrível dinamismo na sequencia das cenas.
O grupo está bem sintonizado. Percebe-se, com clareza, o empenho dos atores e atrizes. A peça fica em cartaz apenas nos próximos dois fins de semana, 18 e 25 de novembro, no mesmo local e horário (18 horas). Agora o grupo se empenha para estréia da próxima peça: O Amor Jamais Te Esquece, baseado em romance do mesmo nome, de autoria espiritual de Lúcius, na psicografia de André Luiz Ruiz. Pelo livro escolhido, a ser encenado, e pela competência do grupo, a expectativa de mais uma linda peça, de sucesso, apresenta-se radiante.
Coincidentemente, a edição de novembro/07 da Revista Internacional de Espiritismo, editada em Matão, publicou entrevista com o ator e diretor da peça, Marco Micolatto, cujo conteúdo traz em si mesmo a seriedade e alcance da interpretação .
Contatos com o grupo pelo e-mail perariosdopalco@yahoo.com.br