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Estréia: 13/03/2010 – Herdeiros do Novo Mundo

ESTRÉIA: 13/03/2010

TEATRO UNIÃO CULTURAL
Rua Mário Amaral, 209 – Paraíso – São Paulo – SP

SÁBADOS ÀS 18:30h E DOMINGOS ÀS 18:00h
INGRESSOS: R$ 40,00 Inteira / R$ 20,00 Meia
GRUPOS ACIMA DE 20 PESSOAS: R$ 15,00
INFORMAÇÕES E RESERVAS: (11) 5641-4491 – 6272 / 2148-2904
TEMPORADA: 13/03/2010 a 18/07/2010

Sinopse:

O espetáculo nos faz refletir sobre as transformações que a sociedade atual atravessa, face às inúmeras catástrofes geológicas, mudanças climáticas e a previsão de que estes fenômenos se agravarão nos próximos anos, como afirma parte da sociedade científica e várias correntes espiritualistas. Dinâmica e recheada de humor, a peça permite uma visão mais clara deste processo que envolve toda a humanidade.

Se o seu mundo acabasse hoje, você estaria pronto?

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Herdeiros do Novo Mundo – Cartaz Oficial

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A história da minha relação com o Batuíra, em breves palavras é a seguinte:

Quando me mudei para São Paulo, comecei a frequentar o Grupo Espírita Batuíra, que tinha à epoca a direção do saudoso Spartaco Ghilardi. Muito me surprenndeu saber que Batuíra havia sido ator, muito querido e dono de um dos dois únicos teatros existentes em São na época, chamava-se “Teatro da Cara Preta”, no largo São Francisco, ao lado da Faculdade de Direito.
  
Eu havia deixado a rede globo, após ser ator contratado pela casa por mais de cinco anos, poresta não corresponder`as aspirações do que eu queria dizer e viver através da arte. Vim para São Paulo para fazer teatro, mas mais uma vez decepcionei-me pela leviandade que caracterizava o meio e as produçoes, resolvendo-me a voltar para Belo Horizonte, minha terra natal, onde vivem todos os meus familiares.
Então resolvi largar a carreira após 20 mais anos de intensos sacrifícios. Foi quando me chegou uma carta, recebida através de TCI (transcomunicação), de Minas Gerais, enviada por um conhecido que não sabia o que eu estava fazendo, e muito menos quem era Batuíra, esta carta estava assinada pelo querido benfeitor Batuíra. Nela, além de referências às dificuldades que eu enfrentava, ele dizia para que eu não deixasse a arte, que ainda haveria muito tempo para realizar aquilo que o meu coração pedia.
 
Nesta mesma época, no grupo Batuíra, que passava por dificuldades em manter o número (elevado) de atendidos na creche. fiquei muito tocado pelos acontecimentos, fiquei pensando no que poderia fazer para ajudar, mas a minha carência de recursos era quase absoluta.
 
Então resolvi montar uma peça sobre a vida de Batuíra, para que através da venda de ingressos feitos pelos voluntários, que à epoca eram mais de quinhentos (cada um vendendo cinco) totalizaria a quantia necessária, já que eu não me propunha a ganhar um centavo que fosse. Isso há sete anos atrás. So que nunca havia escrito uma peça de teatro. Eu Já havia lido a biografia do Batuíra elaborada pelo Eduardo Monteiro de Carvalho, O livro “Mais Luz”, psicogrado pelo querido Chico, e tudo mais que achei disponível.
 
Então a noite, no silêncio Batuíra ia passando as cenas para mim, pelo menos eu assim entendia, e escrevi a peça, muito bonita e poética (eu sou suspeito). Então li para o seu Spartaco que adorou e pediu a diretoria que providenciasse o que fosse necessário para  a realização.
 

Então li para o senhor Spartaco Ghilardi, presidente, do Grupo Espírita Batuíra e médium muito querido de todos nós, que adorou e se empenhou de todas as maneiras para que o espetáculo fosse realizado. Infelizmente a peça ainda não foi encenada, permanecendo inédita.
 

Então para mim o Batuíra é o meu padrinho, o amigo bondoso que me ensinou a escrever para o teatro.

 
Aqui também já estive na casa em que ele morava, vi onde escondia os escravos, e lugares que me fizeram emocionar com as lembraças deste destemido irmão, que por tanto tempo escreveu seus artigos no jornal assinando “Ninguém”, para somente no fim da vida passar a assinar “Alguém”.
 
E isso aí, mais obrigado,
 
Marco Nicolatto.

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