Archive for category Marco Nicolatto

A história da minha relação com o Batuíra, em breves palavras é a seguinte:

Quando me mudei para São Paulo, comecei a frequentar o Grupo Espírita Batuíra, que tinha à epoca a direção do saudoso Spartaco Ghilardi. Muito me surprenndeu saber que Batuíra havia sido ator, muito querido e dono de um dos dois únicos teatros existentes em São na época, chamava-se “Teatro da Cara Preta”, no largo São Francisco, ao lado da Faculdade de Direito.
  
Eu havia deixado a rede globo, após ser ator contratado pela casa por mais de cinco anos, poresta não corresponder`as aspirações do que eu queria dizer e viver através da arte. Vim para São Paulo para fazer teatro, mas mais uma vez decepcionei-me pela leviandade que caracterizava o meio e as produçoes, resolvendo-me a voltar para Belo Horizonte, minha terra natal, onde vivem todos os meus familiares.
Então resolvi largar a carreira após 20 mais anos de intensos sacrifícios. Foi quando me chegou uma carta, recebida através de TCI (transcomunicação), de Minas Gerais, enviada por um conhecido que não sabia o que eu estava fazendo, e muito menos quem era Batuíra, esta carta estava assinada pelo querido benfeitor Batuíra. Nela, além de referências às dificuldades que eu enfrentava, ele dizia para que eu não deixasse a arte, que ainda haveria muito tempo para realizar aquilo que o meu coração pedia.
 
Nesta mesma época, no grupo Batuíra, que passava por dificuldades em manter o número (elevado) de atendidos na creche. fiquei muito tocado pelos acontecimentos, fiquei pensando no que poderia fazer para ajudar, mas a minha carência de recursos era quase absoluta.
 
Então resolvi montar uma peça sobre a vida de Batuíra, para que através da venda de ingressos feitos pelos voluntários, que à epoca eram mais de quinhentos (cada um vendendo cinco) totalizaria a quantia necessária, já que eu não me propunha a ganhar um centavo que fosse. Isso há sete anos atrás. So que nunca havia escrito uma peça de teatro. Eu Já havia lido a biografia do Batuíra elaborada pelo Eduardo Monteiro de Carvalho, O livro “Mais Luz”, psicogrado pelo querido Chico, e tudo mais que achei disponível.
 
Então a noite, no silêncio Batuíra ia passando as cenas para mim, pelo menos eu assim entendia, e escrevi a peça, muito bonita e poética (eu sou suspeito). Então li para o seu Spartaco que adorou e pediu a diretoria que providenciasse o que fosse necessário para  a realização.
 

Então li para o senhor Spartaco Ghilardi, presidente, do Grupo Espírita Batuíra e médium muito querido de todos nós, que adorou e se empenhou de todas as maneiras para que o espetáculo fosse realizado. Infelizmente a peça ainda não foi encenada, permanecendo inédita.
 

Então para mim o Batuíra é o meu padrinho, o amigo bondoso que me ensinou a escrever para o teatro.

 
Aqui também já estive na casa em que ele morava, vi onde escondia os escravos, e lugares que me fizeram emocionar com as lembraças deste destemido irmão, que por tanto tempo escreveu seus artigos no jornal assinando “Ninguém”, para somente no fim da vida passar a assinar “Alguém”.
 
E isso aí, mais obrigado,
 
Marco Nicolatto.

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Ensaio sobre a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental

A VII Mostra Brasileira de Teatro Transcendental ficará marcada na sensibilidade do meu coração, como um daqueles momentos especiais da nossa existência.

Tocou-me pela beleza dos sentimentos que a envolvem, da solidariedade e carinho de todos que a prepararam e dos que dela fizeram parte. Cada rosto transparecendo as feições da esperança de um mundo melhor, mais belo e solidário… O Trabalho incansável e impecável de todos aqueles que dão vida à ONG Estação da Luz, mãos operosas e luminosas de muitos trabalhadores de boa vontade, idealistas construtores da Nova Era… A Arte espiritualizada alimentando as almas e as mãos amigas alimentando corpos famintos de pão e de carinho… Toneladas de Luz para os corações que lotaram os teatros, e de alimentos para os famintos do corpo e de cuidados especiais, nas muitas casas de benemerência através das quais milhares de pessoas foram atendidas, não somente agora, mas em uma iniciativa pioneira que já existe há  sete anos e com certeza vazará os escaninhos do tempo.
É noite. O belíssimo patrimônio histórico de Fortaleza, O Theatro José de Alencar, já se encontra lotado, e nos bastidores a emoção nos invade forte, por estarmos ali naquela hora e naquele lugar, rara  beleza pulsando em nossos corações, cheios de esperança por um mundo melhor. O público ansioso espera o início do espetáculo “O Amor Jamais Te Esquece” e comunga conosco a certeza de que não  há crescimento humano sem crescimento espiritual. E assim por vários dias a Mostra prossegue, fundindo a esperança de artistas das várias Companhias Teatrais vindas de todo o Brasil, do caloroso  público de Fortaleza e de muitos recantos da Terra Brasilis.
Como descrever a emoção de nos apresentar em Redenção  a histórica cidade que primeiro libertou os escravos no Brasil  diante de uma platéia quase toda formada de pessoas que possivelmente nunca  tenham tido a oportunidade de assistir a uma apresentação teatral?… Receber os abraços e as lágrimas de um público encantado com a quadra de esportes transformada em teatro a céu aberto, tendo as  estrelas como testemunhas do infinito amor daqueles que têm se doado ao longo dos anos para que tantos corações se sintam lembrados e amados…
Tudo o que dissermos será pouco: o belíssimo Hotel Porto D’Aldeia, o carinho dos organizadores, as belezas de Fortaleza. Muitas páginas não bastariam para descrever estes momentos e pessoas que  transformam sonho, amor, cultura e solidariedade, que são agentes ativos na transformação do planeta em um lugar onde a indiferença tenha de ir embora por falta de moradia.
Deixamos aqui o nosso testemunho de gratidão e reconhecimento pelo carinho com que fomos tratados por TODOS nesse encontro onde a Arte se antecipa à História anunciando o homem espiritualizado, enobrecido pelo esforço em querer ser melhor.
O nosso abraço e muito obrigado a Luis Eduardo Girão e Sidney Girão, Suely Viera, Fernando Lôbo, Eduardo Galdino, Paula Moraes, Helena Colaço, Fernando Martins, Cíntia, Isabele, Izídio, Roldão,  entre muitos outros trabalhadores e idealistas da ONG Estação da Luz; aos jornalistas de Fortaleza, do Ceará e das principais redes de comunicação de todo o Nordeste e do Brasil, e a todas as mãos e  corações anônimos  que deram vida a esta Mostra.
Seguiremos juntos lutando para continuar a construir o sonho comum de um mundo melhor. Não estamos sós, há mais do que esperança, existem ações transformadoras, e com certeza a Mostra  Brasileira de Teatro Transcendental é das mais expressivas.
Parabéns a todos.

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“ALLAN KARDEC – O CIENTISTA DO INVISÍVEL” – Resposta à Patrícia M. Imperato

Prezado Patrícia… Muita paz!
Primeiramente quero lhe agradecer pelo seu comentário sobre a peça.  Não pude respondê-la anteriormente devido ao volume de correspêndencias sob a minha respondabilidade, o que o faço agora. 
Isto posto sobre a frase que coloquei no espetáculo: “muitos afirmam com convicção e fortes argumentos ter Chico Xavier a reencarnação de Allan Kardec”, quero esclarecer que quando incluí esta frase no mesmo, o que me motivou, foi observar a intolerância e mesmo a agressividade com que muitos companheiros se referiam a tese defendida por Carlos A. Baccelli, a quem eu não conhecia, mas que muito desagradou por atentar de impedir-lhe a liberdade de que suas opiniões fossem expressas, prerrogativa defendida por Kardec até o fim de sua vida. Então foi um desagravo a incivildade com que o atacaram, inclusive com termos chulos, ofensivos e não condizentes com atitudes cristãs. Sobretudo por ser a Doutrina Espírita adepta ao livre pensamento, e a arte por sua própria natureza mais ainda . Sei que este não é o seu caso, estou apenas compartilhando com a senhora as minhas motivações, nâo obstante ressalvar, como todo respeiro, não caber a senhora concordar ou discordar em absoluto, por ser esta uma obra artística de minha autoria, tenho eu o direito de expressar-me de acordo com as minhas convicções, e não como se estivesse numa palestra doutrinária. Mas como diria Descartes: “posso não concordar com uma palavra do que diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”. Isto posto, passo a relatar alguns fatos que a senhora como profunda estudiosa da Doutrina deve conhecer sobejamente, mas de qualquer maneira sirvo-me deste para colocá-las, resguardando-me o direito de expressar-me livremente já que sou um artista e não pessoa a policiar a livre expressão dos outros, como está cheia a Doutrina dos Espíritos, na atual fase do movimento.
  
Também acho muito positivio esta colocação na peça, por ter gerado alguns questionamentos, o que acho positivo por estimular o estudo e o diálogo saudável. Estudei bastante o tema, posteriormente tive a oportunidade de conhecer o Sr. Carlos A. Baccelli, pessoa muito gentil e amável, que conviveu com Chico Xavier por quase 30 anos e que tem dedicado a sua vida a Doutrina e aos postulados de Jesus, sobretudo em sua prática diuturna.
 
Os elementos de reflexão que seguem foram retirados, em sua maior parte das obras básicas da codificação, sobretudo em Obras Póstumas, O Céu e o Inferno, etc., em considerações do próprio Kardec sobre sua reencarnação. E alguns apontamentos são muito interessantes, não obstante com isso não invalidar a opinião de quem quer que seja sobre o assunto, pois no meu ponto de vista cada um tem o direito de pensar como queira, uma vez que a Doutrina não tem dogmas e não é fundamentalista. Aproveito então para solientar alguns fatos interessantes para a nossa reflexão.
 
Mensagem de Z. – Zéfiro -, de 17de janeiro de 1857, em casa do Sr. Baudin, sendo médium a Srta. Baudin.
“Nesta existência só verá a aurora do sucesso de tua obra. Será preciso que voltes, reencarnado em um outro corpo, para completar o que tiveres começado, e terás então a satisfação de ver em plena frutificação a semente que tiver espalhado naTerra”.
“Prossegue em teu caminho sem temor, e embora seja ele semeado de espinhos, afianço-te que terás grandes satisfações antes de voltares, por um pouco, entre nós”.
Kardec pergunta – O que quereis dizer com estas palavras por um pouco?
Resp. Z. – Não ficarás muito tempo entre nós. É preciso que voltes para terminar tua missão, que não poderá ser concluída nesta existência. Se fosse possível, não partirias de maneira alguma, mas é preciso que nos sujeitemos à lei natural. Ficarás ausente por alguns anos  e, quando retornares, será em condições que te permitam trabalhar desde logo.. No entanto há trabalhos que será útil terminares antes de partir, e por isso te deixaremos o tempo necessário para os concluíres.
 
Nota de Kardec – No livro “o Céu e o inferno”
Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos que me restam a fazer e levando em conta o tempo de minha ausência e o da infância e juventude até atingir a idade em que um homem pode desempenhar um papel no mundo, chego à conclusão que isso acontecerá forçosamente no fim deste século ou no começo do outro. (A Verdade, 10 de junho de 1860 “em minha casa”, sendo médium a Sra. Schmidt)
 
“Segundo as minhas observações e as informações que obtive em boa fonte, ficou evidente para mim que, quanto mais cedo a sua desencarnação se opere, tanto mais cedo poderá ter a reencarnação, com a qual acabará a sua obra” (Demeure, “Espíritos felizes”).
 
Dos trechos das comunicações acima, inseridas em “Obras Póstumas” efetuamos dentre outras, as seguintes reflexões:
 
-Parece-nos que era entre os espíritos de diversas categorias, opinião de consenso quanto à necessidade de Kardec voltar ao corpo para dar continuidade à Obra.
 
- A sua reencarnação se daria dentro de pouco tempo: “Ficarás ausente por alguns anos…” Efetuando um cálculo sobre a sua referida volta, na qual acreditava, Kardec concluiu que ela aconteceria forçosamente, no fim deste século (XIX) ou no começo do outro (XX).
 
- No caso da comunicação obtida em 10 de junho de 1860, através da médium Sra. Schimidt, teria ele sido mistificado em sua própria casa?
 
- Vejamos que os avisos de sua próxima reencarnação foram dados por médiuns diferentes, num espeço de mais de três anos entre os dois, um ratificando o outro.
 
- Teria o Espírito da Verdade se equivocado em assunto de tamanha gravidade? Se se equivocou nesse ponto, não poderia ser engamado em outra questão no conteúdo da própria Doutrina?
- O que aconteceria se tal revelação , carecendo de seriedade, interferisse psicologicamente no Codificador? Seriam os espíritos, sempre em contato com ele, tão levianos assim?
(Pois no século XX não apareceu nenhum outro, a não ser Chico Xavier, para confirmar o que foi revelado pelo Espírito da Verdade, com envergadura tal que desse continuidade á obra do Codificador. (Neste caso, com  a palavra O Espírito da Verdade).
 
- Zéfiro não era um espírito qualquer. A seu respeito escreve Herculano Pires, em nota de rodapé: “Z. ou Zéfiro era protetor da família Baudin e estava naturalmente ligado ao trabalho de Kardec(…) devia pertencer à falangedo Espírito da Verdade. As meninas Baudin tiveram a missão mediúnica de receber o “Livro dos Espíritos”. Bastaria isso para mostar que Z.. estava encarregado de um trabalho bastante sério.
 
A título de reflexão a obra mediúnica de Chico Xavier emerge da obra de Allan Kardec, que encontra na primeira o seu desdobramento. Por exemplo: “O Livro do Espíritos” continua em “O Consolador” e “Religião dos Espíritos”; “O Livro dos Médiuns”, em “Nos Domínios da Mediunidade”, “Seara dos Médiuns” e outros; “Evangelho Segundo o Espiristimo” Em toda a obra evangélica de Emmanuel”; “O Céu e o Inferno”, em “Ação e Reação”", Justiça Divina, etac; A”A Gênese” em “Evolução em Dois Mundos” e, deresto, em toda a série de andré Luiz, inclusive no excelente “A Caminho da Luz”, de Emmanuel.
 
As seguintes palavras do Codificador, incluídas por Leymarie em “Obras Póstumas, no capítulo “Allan Kardec e a nova constituição”, sempre foram sem dúvida o lema de trabalho adotado por Chico Xavier: “As dificuldades e os obstáculos, longe de me atemorizarem, redobraram as minhas energias. Divisei o fim objetivado e resolvi atingi-lo, com a assistência dos Bons Espíritos. Sentia que não tinha tempo a perder e não perdi, nem em visitas inúteis, nem em cerimônias estéreis. foi a obra da minha vida. Dei-lhe todo o meu tempo, sacrifiquei-lhe o meu repouso, a minha saúde, porque diante de mim o futuro estava escrito em letras irrecusáveis”.
 
Supondo que Allan Kardec não tivesse reencarnado, não seria questionável o fato de jamais ter se dignado de escrever uma linha sequer através de Chico Xavier, médium de idoneidade indiscutível, para se lhe fazer intérprete do pensamento junto à extensa comunidade espírita, ávida pela sua presença?
- Emmanuel, um dos Espíritos responsáveis pela codificação, integrante da falange do Espírito da Verdade, era protetor e coordenador das atividades mediúnicas de Chico Xavier. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo XI – “Amaro próximo como a si mesmo” – Sob o título ” O Egoísmo” está inserida em uma página de sua autoria., transmitida em Paris, no ano de 1861.
 
Estas são apenas algunsdosquestionamentos de questão tão profunda, pontos de vista compartilhados por inúmeros médiuns e espiritistas renomados como: Corina Novlino, Terezinha de Castro, Marlene Severino Nobre, Geraldinho Lemos, Martins Peralva, Caio Rammacioti, Maria Philomena Aluotto Berutto (D. Neném) Presidente da União Espírita Mineira por 35 anos, e demais confrades diretores daquela instituição, Antusa e inúmeros outros médiuns e colaboradores, que mantinham relações regulares com Chico, que inclusive evitava e até mesmo fugia do assunto, não gostava que lhe perguntassem, e quando isso ocorria era sempre evasivo desconversando sobre o assunto, mas tabém nunca o desmentindo. Também o médium Antônio Baduy Filho, que transmitiu uma mensagem fazendo esta afirmação de autoria do Espírito Hilário Silva recebida na 35 reunião do Commetrin (1993), quando foram perguntar ao Chico se deveriam torná-la pública,ele respondeu: “ela não foi recebida em reunião pública, então já é pública, qual é a dúvida?” Também o médium Adelino Silveira que escreveu o livro “Kardec Prossegue”, versou sobre esse assunto, e que a partir de meados dos anos noventa, Chico Xavier passou a enviar para seus amigos autografando de próprio punho e enviando-o aos amigos. Não seria o mesmo que atestar tal tese? Descobri que são tantos os estudiosos sérios que pensam destas forma e muitos, mas muitos mesmo conviveram com o Chico, de tal forma que esta não é uma questão a ser analisada apressadamente.
 
Inúmeros são as reflexões e pontos de vistas  de pessoas sérias e honradas sobre a afirmação favoráveis ou não, à esta tese, e que a todas respeito. O Certo é que se foram espíritos diferentes foram dois grandes espíritos e, se foram o mesmo, foram dois grandes momentos de dedicação incondicional ao Cristo. Acredito que os diversos irmãos tem todo o direito de expressarem seus pontos de vista, sem que isto interfira no que realmente nos interessa: a melhoria de nós mesmos, esforçarmos no limite de nossas forças buscando seguir os ensinamentos de Jesus, sobretudo o “amai-vos uns aos outros”.
 
Desculpe se me estendi na resposta, que é fruto do respeito que tenho pela senhora e também aos demais companheiros espíritas, prontificando-me sempre a dialogar sobre um assunto que considero de grande beleza: o Amor do Cristo nos enviando um ou dois missionários de tão elevado valor, em meio a tantos outros que nos tem enviado ao longo dos séculos.
E quanto ao fato do professor Rivail ser por demais “pesaroso”, acredito que é uma inteptretação sua, a que tem todo direito, talvez motivada por um dia que fiz o espetáculo muito gripado, mas mesmo que não seja esse o motivo, acredito que a senhora já deve ter passado algumas noites sem dormir com excesso de trabalho, para entender a luta que este homem teve e que o levou à uma morte prematura e, ao seu pedido de rever à colocação em questão  sinto não poder atendê-la, pois não é esta a vontade dos Espíritos que conduzem o nosso trabalho e nem a minha. Jesus também não foi aceito pelos poderosos da época por ser simples carpinteiro e não o poderoso guerreiro que os judeus esperavam e esperam até hoje, e talvez o grande intelectual Kardec também não possa ser aceito na pele de um matuto “de pouca instrução”, de origem humilde, nascido nas Minas Gerais.
 
Também gostaria de ressaltar que levo meu trabalho muito a sério para nele colocar ponderações apressadas e levianas.
Como eu disse anteriormente a arte defende a livre expressão, e o espiritismo é a fé raciocinada, que não defende dogmas e nem o fundamentalismo de opiniões que embora respeite, estarão sempre longe de dar a opinião final sobre os assuntos que somente o Criador e Jesus o sabem com certeza, através do entendimento respeitoso tenho enriquecido a minha vida e estudos sobre o espiritsmo (aos quais me dedico há mais de vinte e cinco anos), tendo a oportunidade de fazer muitos amigos, o que espero sinceramente seja o nosso caso.
 
Um grande abraço, e que Jesus nos ilumine e nos guie sempre!
 
Cordialmente
 
Marco Nicolatto.
 

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Solteiro, talentoso e boa-pinta

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