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Alimento para a Alma – Estréia: Herdeiros do Novo Mundo


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Estréia: 13/03/2010 – Herdeiros do Novo Mundo

ESTRÉIA: 13/03/2010

TEATRO UNIÃO CULTURAL
Rua Mário Amaral, 209 – Paraíso – São Paulo – SP

SÁBADOS ÀS 18:30h E DOMINGOS ÀS 18:00h
INGRESSOS: R$ 40,00 Inteira / R$ 20,00 Meia
GRUPOS ACIMA DE 20 PESSOAS: R$ 15,00
INFORMAÇÕES E RESERVAS: (11) 5641-4491 – 6272 / 2148-2904
TEMPORADA: 13/03/2010 a 18/07/2010

Sinopse:

O espetáculo nos faz refletir sobre as transformações que a sociedade atual atravessa, face às inúmeras catástrofes geológicas, mudanças climáticas e a previsão de que estes fenômenos se agravarão nos próximos anos, como afirma parte da sociedade científica e várias correntes espiritualistas. Dinâmica e recheada de humor, a peça permite uma visão mais clara deste processo que envolve toda a humanidade.

Se o seu mundo acabasse hoje, você estaria pronto?

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A história da minha relação com o Batuíra, em breves palavras é a seguinte:

Quando me mudei para São Paulo, comecei a frequentar o Grupo Espírita Batuíra, que tinha à epoca a direção do saudoso Spartaco Ghilardi. Muito me surprenndeu saber que Batuíra havia sido ator, muito querido e dono de um dos dois únicos teatros existentes em São na época, chamava-se “Teatro da Cara Preta”, no largo São Francisco, ao lado da Faculdade de Direito.
  
Eu havia deixado a rede globo, após ser ator contratado pela casa por mais de cinco anos, poresta não corresponder`as aspirações do que eu queria dizer e viver através da arte. Vim para São Paulo para fazer teatro, mas mais uma vez decepcionei-me pela leviandade que caracterizava o meio e as produçoes, resolvendo-me a voltar para Belo Horizonte, minha terra natal, onde vivem todos os meus familiares.
Então resolvi largar a carreira após 20 mais anos de intensos sacrifícios. Foi quando me chegou uma carta, recebida através de TCI (transcomunicação), de Minas Gerais, enviada por um conhecido que não sabia o que eu estava fazendo, e muito menos quem era Batuíra, esta carta estava assinada pelo querido benfeitor Batuíra. Nela, além de referências às dificuldades que eu enfrentava, ele dizia para que eu não deixasse a arte, que ainda haveria muito tempo para realizar aquilo que o meu coração pedia.
 
Nesta mesma época, no grupo Batuíra, que passava por dificuldades em manter o número (elevado) de atendidos na creche. fiquei muito tocado pelos acontecimentos, fiquei pensando no que poderia fazer para ajudar, mas a minha carência de recursos era quase absoluta.
 
Então resolvi montar uma peça sobre a vida de Batuíra, para que através da venda de ingressos feitos pelos voluntários, que à epoca eram mais de quinhentos (cada um vendendo cinco) totalizaria a quantia necessária, já que eu não me propunha a ganhar um centavo que fosse. Isso há sete anos atrás. So que nunca havia escrito uma peça de teatro. Eu Já havia lido a biografia do Batuíra elaborada pelo Eduardo Monteiro de Carvalho, O livro “Mais Luz”, psicogrado pelo querido Chico, e tudo mais que achei disponível.
 
Então a noite, no silêncio Batuíra ia passando as cenas para mim, pelo menos eu assim entendia, e escrevi a peça, muito bonita e poética (eu sou suspeito). Então li para o seu Spartaco que adorou e pediu a diretoria que providenciasse o que fosse necessário para  a realização.
 

Então li para o senhor Spartaco Ghilardi, presidente, do Grupo Espírita Batuíra e médium muito querido de todos nós, que adorou e se empenhou de todas as maneiras para que o espetáculo fosse realizado. Infelizmente a peça ainda não foi encenada, permanecendo inédita.
 

Então para mim o Batuíra é o meu padrinho, o amigo bondoso que me ensinou a escrever para o teatro.

 
Aqui também já estive na casa em que ele morava, vi onde escondia os escravos, e lugares que me fizeram emocionar com as lembraças deste destemido irmão, que por tanto tempo escreveu seus artigos no jornal assinando “Ninguém”, para somente no fim da vida passar a assinar “Alguém”.
 
E isso aí, mais obrigado,
 
Marco Nicolatto.

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Teatro do outro mundo

Os 100 anos de Chico Xavier farão de 2010 um ano de muitas peças espíritas

Maiara Camargo, maiara.camargo@grupoestado.com.br

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O centenário de nascimento do médium Chico Xavier (1910-2002), em 2010, vai movimentar os teatros da cidade, com diversos espetáculos que trarão a temática espírita. Entre estreias e reestreias no início do ano, serão cerca de dez produções. Além do retorno de peças…

O segmento cresce e, com ele, surge uma trupe à qual não faltam histórias para contar (leia mais na página 3). Sem a ajuda de leis de incentivo, as companhias viajam o Brasil com o que chamam de ‘peças transcendentais’, nome adotado para evitar a ideia de pregação. Em coro, atores apontam como objetivo levar mensagens positivas não necessariamente para seguidores do espiritismo “São reflexões de esperança, não é para definir religião”, diz Marco Nicolatto, fundador da companhia Operários do Palco.

O grupo fundado em 2002 depois de Nicolatto abandonar seu trabalho como ator na Globo, estreia espetáculo em março. No início do segundo semestre, chega ao palco Sob as Mãos da Misericórdia, além das reestreias de A Força da Bondade e O Amor Jamais Te Esquece, todas de André Luiz Ruiz. Juntas, as duas últimas já receberam mais de 20 mil espectadores. “Ao contrário do que fazia na televisão, falo de coisas que me inquietam”, diz o ator, que atuou nas novelas Torre de Babel (1998) e Anjo Mau (1997).

Fonte: Jornal da Tarde

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Ensaio sobre a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental

A VII Mostra Brasileira de Teatro Transcendental ficará marcada na sensibilidade do meu coração, como um daqueles momentos especiais da nossa existência.

Tocou-me pela beleza dos sentimentos que a envolvem, da solidariedade e carinho de todos que a prepararam e dos que dela fizeram parte. Cada rosto transparecendo as feições da esperança de um mundo melhor, mais belo e solidário… O Trabalho incansável e impecável de todos aqueles que dão vida à ONG Estação da Luz, mãos operosas e luminosas de muitos trabalhadores de boa vontade, idealistas construtores da Nova Era… A Arte espiritualizada alimentando as almas e as mãos amigas alimentando corpos famintos de pão e de carinho… Toneladas de Luz para os corações que lotaram os teatros, e de alimentos para os famintos do corpo e de cuidados especiais, nas muitas casas de benemerência através das quais milhares de pessoas foram atendidas, não somente agora, mas em uma iniciativa pioneira que já existe há  sete anos e com certeza vazará os escaninhos do tempo.
É noite. O belíssimo patrimônio histórico de Fortaleza, O Theatro José de Alencar, já se encontra lotado, e nos bastidores a emoção nos invade forte, por estarmos ali naquela hora e naquele lugar, rara  beleza pulsando em nossos corações, cheios de esperança por um mundo melhor. O público ansioso espera o início do espetáculo “O Amor Jamais Te Esquece” e comunga conosco a certeza de que não  há crescimento humano sem crescimento espiritual. E assim por vários dias a Mostra prossegue, fundindo a esperança de artistas das várias Companhias Teatrais vindas de todo o Brasil, do caloroso  público de Fortaleza e de muitos recantos da Terra Brasilis.
Como descrever a emoção de nos apresentar em Redenção  a histórica cidade que primeiro libertou os escravos no Brasil  diante de uma platéia quase toda formada de pessoas que possivelmente nunca  tenham tido a oportunidade de assistir a uma apresentação teatral?… Receber os abraços e as lágrimas de um público encantado com a quadra de esportes transformada em teatro a céu aberto, tendo as  estrelas como testemunhas do infinito amor daqueles que têm se doado ao longo dos anos para que tantos corações se sintam lembrados e amados…
Tudo o que dissermos será pouco: o belíssimo Hotel Porto D’Aldeia, o carinho dos organizadores, as belezas de Fortaleza. Muitas páginas não bastariam para descrever estes momentos e pessoas que  transformam sonho, amor, cultura e solidariedade, que são agentes ativos na transformação do planeta em um lugar onde a indiferença tenha de ir embora por falta de moradia.
Deixamos aqui o nosso testemunho de gratidão e reconhecimento pelo carinho com que fomos tratados por TODOS nesse encontro onde a Arte se antecipa à História anunciando o homem espiritualizado, enobrecido pelo esforço em querer ser melhor.
O nosso abraço e muito obrigado a Luis Eduardo Girão e Sidney Girão, Suely Viera, Fernando Lôbo, Eduardo Galdino, Paula Moraes, Helena Colaço, Fernando Martins, Cíntia, Isabele, Izídio, Roldão,  entre muitos outros trabalhadores e idealistas da ONG Estação da Luz; aos jornalistas de Fortaleza, do Ceará e das principais redes de comunicação de todo o Nordeste e do Brasil, e a todas as mãos e  corações anônimos  que deram vida a esta Mostra.
Seguiremos juntos lutando para continuar a construir o sonho comum de um mundo melhor. Não estamos sós, há mais do que esperança, existem ações transformadoras, e com certeza a Mostra  Brasileira de Teatro Transcendental é das mais expressivas.
Parabéns a todos.

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Depoimento de Beatriz Fortini Simões

Adoro os trabalhos do Marco, conheço ele desde pequena (mesmo estando só com 15 anos agora) e ele sempre teve esse dom de fazer as pessoas se apaixonarem pelo que estão vendo! Todos os espetáculos que assisti foram fantásticos e muito emocionantes! Gostaria de mandar um abraço especial para o Marco e falar que estou com saudades e espero que no futuro venhamos a nos encontrar novamente! Queria destacar uma frase, que me lembro até hoje, penso que para você possa fazer sentido também: se espirrar, saúde! Beijos

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Depoimento de Cinthia Santini

Assisti a peça “O Amor nunca te esquece” no sábado passado e achei simplesmente linda. Os atores são de primeira linha, meus parabéns a todos, de coração, por trazer ao público uma peça tão emocionante e que nos leva tão perto de Jesus.

Obrigada por existirem!
Que Deus lhes permita continuarem por muitos e muitos anos!
O público agradace!

Parabéns a todos!

Cinthia.

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A arte teatral a favor da divulgação do Espiritismo

O diretor das peças Allan Kardec – O Cientista do Invisível e O Amor Jamais Te Esquece fala das dificuldades das
alegrias que tem encontrado ao levar para o teatro obras de qualidade que focalizam a temática espírita.

Mineiro de Belo Horizonte, formado em Psicologia e Artes Cênicas, Marco Nicolatto, que atualmente reside em São Paulo (SP), é ator, diretor, produtor e dramaturgo, com experiência e trabalhos já realizados na Rede Globo de Televisão.

Espírita há 25 anos, suas respostas à nossa entrevista trazem uma visão ampliada de seu idealismo e de seu amor ao Evangelho e mostram também um inusitado entusiasmo pela divulgação espírita por meio do teatro, uma proposta cujo marco inicial foi a leitura do romance Paulo e Estêvão, de Emmanuel.

A seguir, a entrevista que o confrade gentilmente nos concedeu:

O Consolador: Qual a razão de sua mudança de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo?
Mudei-me de Belo Horizonte para estudar teatro no Rio de Janeiro, onde estudei Artes Cênicas e residi por cerca de dez anos. Lá trabalhei na Rede Globo por cinco anos, onde atuei em minisséries como Engraçadinha, novelas como Torre de Babel e Anjo Mau, entre outras, além de episódios em alguns programas semanais como Você Decide, entre outros. Também trabalhei em teatro tanto como produtor e ator. Por volta de 1999, já acalentando o desejo de dedicar-me à uma arte compatível com as idéias e inquietações que trazia em meu espírito, mudei-me para São Paulo, onde estou há cerca de oito anos.

O Consolador: Qual sua principal atuação no movimento espírita?
Dentro do movimento espírita sempre me dediquei aos trabalhos junto aos mais necessitados, quer na área social, como em favelas, nas ruas com os mendigos, ou na casa espírita em trabalhos na área da mediunidade psicofônica e palestras. Em relação a cargos formais nunca tive interesse em exercê-los. É claro que se houvesse necessidade eu o faria, mas confesso que sempre fui um tanto avesso às questões de poder que sempre identificava nas muitas casas nas quais trabalhei. Cito algumas: Centro Espírita Célia Xavier, em Belo Horizonte; Lar Espírita Joanna de Ângelis, no Rio de Janeiro, e Centro Espírita Batuíra, no bairro de Perdizes, com o saudoso Sr. Espartaco Ghilardi, aqui em São Paulo.

O Consolador: Quando teve contato com o Espiritismo? Houve algum fato ou circunstância especial que haja propiciado esse contato inicial?
Meu contato com o Espiritismo se deu há cerca de 25 anos. O meu interesse por filosofia em geral e a grande afinidade com a filosofia oriental fizeram com que eu tivesse convicção em questões como a imortalidade da alma, a reencarnação etc. Mais especificamente, o que me levou a essa procura creio ter sido o meu desencanto com o trabalho que exercia, na área da psicologia social, em projetos voltados para as populações carentes em regiões muito pobres de Minas Gerais como o Vale do Jequitinhonha, cidades ribeirinhas e periferias de grandes cidades. Projetos aos quais eu me dedicava com idealismo, uma vez que eram voltados às camadas mais pobres da população e eram financiados por entidades internacionais como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, entre outros. Mas, percebendo que os políticos acabavam por se apropriar do trabalho e principalmente das verbas, senti meu idealismo arrefecer ao perceber que o interesse pelo sofrimento alheio era muito mais para servir de plataforma política do para de fato minorar o sofrimento de um povo já tão sofrido. Então me desiludi da psicologia, o que me levou à busca artística e à busca de um sentido para minha própria vida, já que tudo isto me levou a uma grande depressão, que me colocou de cama por mais de um ano. Então fui buscar respostas mais claras às minhas indagações, que não fossem adornadas com rituais ou misticismos que as tornavam incompreensíveis em muitos ou então dependentes de algum guru, ou chefe religioso e coisas do gênero. O encontro com o Espiritismo se deu de uma forma natural, e um fato de grande expressão para tal é que o Espiritismo não prevê remuneração, nem sacerdócio organizado, não tem dono nem dogmas.
Fato curioso, nesse período, foi a oportunidade de longas conversas com um Espírito amigo, o Dr. Joseph Kleber, que, por meio de uma médium inconsciente, de instrução primária, propiciou-me inúmeras conversas sobre filosofia, física quântica, entre outros, conteúdos inacessíveis para a médium em questão. Isto me ajudou muito a certificar-me da autenticidade das comunicações espirituais.

O Consolador: Quantas peças teatrais já montou como diretor? Foi ator em todas elas também?
Como diretor montei cinco peças teatrais e em todas também trabalhei como ator.

O Consolador: De onde vem seu gosto pelo teatro e o que o levou a adaptar obras espíritas para levá-las ao palco?
O gosto pelo teatro tem sua origem na própria discussão filosófica, uma vez que, como
costumo dizer, onde o discurso se esgota a encenação avança por encontrar outros elementos de expressão como a música, as imagens que são produzidas em uma peça, a interpretação e emoção dos atores, a tentativa de trazer à cena imagens arquetípicas que a palavra sozinha não consegue, a possibilidade de tocar as pessoas através da emoção, a utilização das artes plásticas, das associações inconscientes, ou seja, a possibilidade de utilizar todas as artes para construir um espetáculo. A vontade de adaptar ou escrever obras espíritas para o teatro surgiu logo que entrei em contato com o Espiritismo. Ao ler Paulo e Estêvão e a Revista Espírita de capa a capa, de imediato quis levá-los ao palco, transformando-os em espetáculos teatrais, sendo um dos fatores determinantes para que eu me dedicasse ao estudo do teatro, para então poder desenvolvê-las.

O Consolador: Qual a maior dificuldade de um diretor teatral para a montagem de uma peça baseada num livro?
Desconstruir a linguagem literária de um texto e reconstruí-la na linguagem teatral. Seguir uma linha emocional e compreensível que mantenha conflitos e tensões que prendam a atenção do espectador durante a peça. E talvez a mais difícil seja descartar algumas passagens que, mesmo sendo belas ou muito belas, devem ser sacrificadas em benefício do conjunto do espetáculo e, também, para que este não fique muito longo e o excesso de informações não acabe por confundir o espectador em relação à trama central. Os custos para desenvolver o trabalho e contar com um grupo unido e idealista também são consideráveis.

O Consolador: Quais as principais repercussões da peça “Allan Kardec – O Cientista do Invisível”?
Uma das principais repercussões foi a percepção do público, espírita ou não, da seriedade e da propriedade com que desenvolvemos o nosso trabalho, com um grande respeito aos fundamentos doutrinários e ao estudo efetuado para que o pensamento e a obra do codificador fossem retratados com fidelidade, ao mesmo tempo mostrando que esta seriedade doutrinária é e deve ser compatível com um teatro de qualidade que não fique a dever a outros espetáculos que abordam pensamentos diferentes. “Allan Kardec – O Cientista do Invisível” fortaleceu os laços da arte que desenvolvemos tanto com o meio espírita como com o meio artístico em geral.

O Consolador: E qual a motivação que o levou à montagem da peça “O Amor Jamais Te Esquece”?
A vontade de trazer ao público a emoção de conhecer um Jesus próximo, amigo, que se ocupa conosco e que nos conhece pelo nome. Acredito que se as pessoas sentirem que são amadas incondicionalmente por esse Amigo e Mestre, isto poderá provocar uma transformação na vida delas, no sentido de uma vida mais plena de fé, de esperança e de vontade de vencer as próprias limitações. Também a nossa percepção de ser esta a vontade dos espíritos, que são os verdadeiros autores do nosso trabalho. A eles, em nome do Mestre amado, buscamos ser servidores de confiança, e tentamos desenvolver o trabalho da melhor maneira possível, com o objetivo acima tudo de agradar a Jesus, de tentar mostrar a Ele quanto o amamos e Lhe somos gratos. No nosso trabalho o público é que é importante, não os artistas. Afinal eles são os convidados de Jesus, os quais tentamos servir com o que possuímos de melhor. Também, não custa repetir, pelas campanhas desenvolvidas por muitos que se dizem espíritas, querendo que ele seja apenas filosófico ou científico, o que para mim é um grande equívoco, até porque, se fosse assim, não haveria necessidade de Kardec ter editado O Evangelho segundo o Espiritismo e A Gênese, duas obras que em grande parte falam das obras de Jesus na Terra. E o fundamental não são as discussões filosóficas e cientificas e sim que aprendamos a amar verdadeiramente, algo que sem os ensinamentos e exemplificação do Mestre querido torna-se muito difícil.

O Consolador: A obra em referência é a primeira de uma trilogia composta também de “A Força da Bondade” e “Sob As Mãos da Misericórdia”. O grupo pretende encenar também as outras duas obras?
Sim. Pretendemos encenar as três peças, e se Deus nos permitir ficarmos com as três em cartaz ao mesmo tempo. Para tanto, já temos os direitos autorais cedidos pelo Instituto de Difusão Espírita (IDE).

O Consolador: A respeito do grupo Operários do Palco, o que você diria? Quais as dificuldades e alegrias conquistadas?
As dificuldades são muitas, mas prefiro me ater às conquistas. Dentro delas, sem dúvida está a melhoria de nós mesmos, ou seja dos integrantes do grupo, na medida em que tentamos testemunhar na vida diária os exemplos, a coragem e a fé que abordamos em nossas peças. A formação de um grupo de amigos crescentes e solidários com o nosso trabalho também é para nós motivo de grande alegria, pois quando iniciei os trabalhos só contava comigo e com os bons espíritos que me ajudaram e confiaram em mim, somando a isso o reconhecimento e o carinho do público e fatos muito significativos de pessoas que nos procuraram depois dos espetáculos dizendo-se com coragem para enfrentar os seus problemas, pessoas que entravam para ver uma da peças determinadas ao suicídio e que mudaram de idéia e muitos outros fatos deste. Além disso, os depoimentos de católicos, evangélicos e irmãos de várias religiões nos revelaram um grande interesse em conhecer mais sobre a doutrina espírita. As dificuldades vamos enfrentando-as com fé, com coragem, com a certeza de que Jesus e os bons espíritos seguem adiante de nós preparando o caminho e nos ajudando em nossas muitas deficiências pessoais, pode-se ler ignorância mesmo.

O Consolador: Durante as apresentações como você e o grupo percebem o retorno do público? Claro que ao final as vibrações e palmas os alcançam intensamente e mesmo depois, no contato com o público. Mas… e durante a encenação?
O retorno do público, como já dissemos anteriormente, tem sido de um carinho e uma vibração espontânea. Pessoas oram por nós e para que perseveremos em muitos lugares, a maioria das quais não conhecemos pessoalmente, mas que reconhecem a importância de darmos continuidade a uma arte que seja a expressão do Belo produzindo o Bem. Durante os espetáculos e também nos ensaios a sustentação espiritual é muito grande e ficamos emocionados com o carinho com que nos tratam os espíritos amigos. Em alguns momentos, não será exagero dizer que vivenciamos momentos de grande felicidade, sobretudo após as intensas lutas para realizar um espetáculo. Nós ficamos muito felizes e os espíritos também. Mas é preciso manter sempre a humildade, o Orai e Vigiai, pois a lei de atração continua existindo e temos de nos esforçar para manter um padrão mental compatível com a tarefa que desenvolvemos, porque os ataques também surgem. Graças a Deus que a responsabilidade será sempre nossa em nos conduzir com dignidade ou de nos perdermos nas expressões menos felizes do ego e do personalismo, responsável pela destruição de muitas iniciativas destinadas a produzir o Bem.

O Consolador: E o envolvimento espiritual para montagem e encenação, como é percebido?
Creio já ter respondido em grande parte a esta pergunta, mas posso acrescentar que trabalhamos principalmente com a intuição para conseguirmos perceber as orientações dos muitos artistas do mundo invisível que trabalham conosco. Em “O Amor Jamais Te Esquece”, por exemplo, os cenários possuem painéis que estão sendo elaborados mediunicamente pelos mestres pintores, coordenados por Pierre Auguste Renoir, e posso afirmar que um número muito grande de pintores trabalha nessas telas, assim como os escritores na elaboração do texto, os atores e diretores na encenação, todos nós formando uma só equipe que reúne o mundo invisível e o visível. Sentimos amiúde a presença desses amigos queridos e tudo transcorre com muita harmonia e empenho.

O Consolador: Relate algum fato marcante que você tenha vivido com o teatro espírita.
É comum a percepção de espíritos durante os espetáculos, relatados por médiuns videntes e sentidos por nós mesmos. Também há os que querem atrapalhar, mas a responsabilidade advém da nossa sintonia. São muitos os fatos curiosos. Por exemplo, o espetáculo “Allan Kardec – O Cientista do Invisível’ foi escrito em uma só “sentada” de 48 horas. Depois fiz alguns ajustes durante os ensaios mas o texto original se manteve praticamente o mesmo. Ao escrever o “Amor Jamais Te Esquece” pude perceber muitas vezes a ajuda de Lúcius para que eu desenvolvesse o trabalho, sem perder a diretriz do romance, pois o livro é muito bonito com um grande número de passagens belíssimas, o que tornava, às vezes, um pouco difícil e angustiante a adaptação, por ter de “deixar de lado algumas cenas” para que as partes não prejudicassem o todo. Também pude perceber muito a ajuda de Lúcius para transformar a linguagem literária em teatral. Acredito que esse espetáculo é um momento de maturidade para o nosso grupo e também para o público. O amparo do Alto nos tem chegado de tantas formas que o nosso trabalho, sem dúvida, é uma prova da atuação dos espíritos no mundo material, visto que os resultados alcançados estão, segundo penso, muito além das nossas possibilidades.

O Consolador: E os recursos para o grupo, como ocorrem? Como alguém, que queira ajudar, pode fazê-lo?
Um dos aspectos mais difíceis se refere ao apoio financeiro. Muitos empresários espíritas ainda são um pouco tímidos e receosos de ter seus nomes ou empresas associadas a um segmento religioso. Mas nós não fazemos um teatro religioso, proselitista ou somente para os espíritas. Fazemos um teatro para todo tipo de público. Nós não queremos ficar intramuros do movimento espírita, e sim, como dizia Paulo de Tarso, levar estas idéias aos gentios, ou seja a todos os segmentos da população. Por isto buscamos primar o nosso trabalho pela busca da qualidade teatral, contar bem as histórias que propomos e que cada um tire depois suas próprias conclusões. Basicamente temos caminhado até aqui com recursos próprios e com ajudas as mais imprevistas que acabam por permitir que consigamos recursos para as montagens e manutenção delas. É preciso investir em divulgação para que alcancemos cada vez mais uma diversificação de público e fazermos face às despesas com aluguel de teatro, luz, técnicos, atores etc. Ao mesmo tempo já conquistamos apoiadores fiéis em permuta de serviços como a Radio Boa Nova e a Rádio Mundial, que nos anunciam, como diversos outros que participam com material gráfico, divulgação etc. Gostaríamos de dizer ainda que é muito importante para nós encontrar um ou mais patrocinadores para que possamos levar nossos espetáculos para outros estados e até mesmo para fora do Brasil.

O Consolador: Em que teatro têm ocorrido as apresentações? Há necessidade de reserva de vagas? Qual o telefone e o e-mail para contato com o grupo?
O espetáculo “O Amor Jamais Te Esquece” está sendo apresentado no Teatro União Cultural, um teatro com instalações modernas e confortáveis, e também de ótima localização, pois fica próximo da Avenida Paulista e do metrô Brigadeiro, o que facilita muito o acesso. O endereço é Avenida Mário Amaral 209. Nossas apresentações são sempre aos sábados e domingos às 17h30. Pedimos a todos que façam reservas. Os grupos formados por 10 pessoas ou mais têm desconto de 57% no valor do ingresso. É uma forma de mantermos um teatro popular, pois não é nosso objetivo fazer um teatro elitizado em que o objetivo principal é o lucro. É claro que precisamos cobrir nossos custos, mas precisamos dar acesso a camadas da população que nunca estiveram no teatro, além de estimular no movimento espírita o gosto pela cultura e pelas artes, cientes de que a cultura produzida por um povo é o reflexo do seu estado evolutivo. Os telefones para contato com o grupo teatral são (11) 5641-4491 e 9694-3684 e o e-mail é operariosdopalco@yahoo.com.br.

Transcrito do site www.oconsolador.com
Ano 2 – N° 61 – 22 de Junho de 2008

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Kardec em cena

Peça “Allan Kardec” foi vista por mais de 12 mil

ROSANA DE SOUZA

Domingo, 25 de novembro, aconteceu a última apresentação do espetáculo “Allan Kardec – o cientista do invisível”, no Espaço Cultural Juca Chaves.

O Jornal dos Espíritos esteve presente para prestigiar a despedida. E pudemos presenciar um fato inusitado: o teatro lotou e mais de cinqüenta pessoas não conseguiram ingressos para assistir à peça.

A fila para a compra de ingressos estava tão longa, que ocasionou um atraso de mais de meia hora para o início do espetáculo.

Foram colocadas, às pressas, cadeiras extras, na tentativa de atender a todos os presentes.  Mas, não resolveu o problema: eram pessoas demais.  E já com 45 minutos de atraso, a bilheteria anunciou que não tinha mais nenhum lugar disponível.

Neste momento, mais de 50 pessoas foram embora, meio desoladas.
Umas vinte pessoas, ainda persistiram e ficaram, na expectativa de conseguir entrar e assistir à peça. Tentativa também frustrada.

Sem dúvida alguma, o fato que presenciei, me deixou com um misto de alegria e tristeza. A alegria de poder conferir a força que os espetáculos espíritas estão alcançando, e a tristeza , ao ver a decepção de tantas pessoas que se deslocaram de suas casas e não conseguiram assistir à peça.

“Allan Kardec – o cientista do invisível”, é uma peça belíssima, que conta a vida de Kardec, seus estudos e sua dedicação à codificação da Doutrina Espírita; de todos os obstáculos enfrentados por ele nesta árdua tarefa: recriminação, calúnias, discriminação, que ele enfrentou para trazer ao mundo o Consolador prometido.
Um espetáculo que deixará saudades, especialmente para as pessoas que não conseguiram assistir, e também para aquelas que tiveram o privilégio de ver e rever esta montagem belíssima, em todos os aspectos: histórico, doutrinário, figurino.  Enfim, uma peça impecável em todos os sentidos.

Aproveitamos para parabenizar Marco Nicolatto, diretor, autor e também ator do espetáculo, bem como à Silvana Belizário, que interpretou quatro personagens na peça, entre eles, Amelie Rivail, esposa de Kardec, onde a atriz conseguiu passar com maestria, toda a força , o apoio e o incentivo que Amelie sempre depositou no trabalho desenvolvido por Kardec.

A toda a equipe do espetáculo, nossos mais sinceros cumprimentos, e votos de sucesso em suas próximas montagens.
Afinal, “Allan Kardec – o cientista do invisível”, em sua temporada de um ano em cartaz, foi visto por mais de doze mil pessoas.

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“ALLAN KARDEC – O CIENTISTA DO INVISÍVEL” – Resposta à Patrícia M. Imperato

Prezado Patrícia… Muita paz!
Primeiramente quero lhe agradecer pelo seu comentário sobre a peça.  Não pude respondê-la anteriormente devido ao volume de correspêndencias sob a minha respondabilidade, o que o faço agora. 
Isto posto sobre a frase que coloquei no espetáculo: “muitos afirmam com convicção e fortes argumentos ter Chico Xavier a reencarnação de Allan Kardec”, quero esclarecer que quando incluí esta frase no mesmo, o que me motivou, foi observar a intolerância e mesmo a agressividade com que muitos companheiros se referiam a tese defendida por Carlos A. Baccelli, a quem eu não conhecia, mas que muito desagradou por atentar de impedir-lhe a liberdade de que suas opiniões fossem expressas, prerrogativa defendida por Kardec até o fim de sua vida. Então foi um desagravo a incivildade com que o atacaram, inclusive com termos chulos, ofensivos e não condizentes com atitudes cristãs. Sobretudo por ser a Doutrina Espírita adepta ao livre pensamento, e a arte por sua própria natureza mais ainda . Sei que este não é o seu caso, estou apenas compartilhando com a senhora as minhas motivações, nâo obstante ressalvar, como todo respeiro, não caber a senhora concordar ou discordar em absoluto, por ser esta uma obra artística de minha autoria, tenho eu o direito de expressar-me de acordo com as minhas convicções, e não como se estivesse numa palestra doutrinária. Mas como diria Descartes: “posso não concordar com uma palavra do que diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”. Isto posto, passo a relatar alguns fatos que a senhora como profunda estudiosa da Doutrina deve conhecer sobejamente, mas de qualquer maneira sirvo-me deste para colocá-las, resguardando-me o direito de expressar-me livremente já que sou um artista e não pessoa a policiar a livre expressão dos outros, como está cheia a Doutrina dos Espíritos, na atual fase do movimento.
  
Também acho muito positivio esta colocação na peça, por ter gerado alguns questionamentos, o que acho positivo por estimular o estudo e o diálogo saudável. Estudei bastante o tema, posteriormente tive a oportunidade de conhecer o Sr. Carlos A. Baccelli, pessoa muito gentil e amável, que conviveu com Chico Xavier por quase 30 anos e que tem dedicado a sua vida a Doutrina e aos postulados de Jesus, sobretudo em sua prática diuturna.
 
Os elementos de reflexão que seguem foram retirados, em sua maior parte das obras básicas da codificação, sobretudo em Obras Póstumas, O Céu e o Inferno, etc., em considerações do próprio Kardec sobre sua reencarnação. E alguns apontamentos são muito interessantes, não obstante com isso não invalidar a opinião de quem quer que seja sobre o assunto, pois no meu ponto de vista cada um tem o direito de pensar como queira, uma vez que a Doutrina não tem dogmas e não é fundamentalista. Aproveito então para solientar alguns fatos interessantes para a nossa reflexão.
 
Mensagem de Z. – Zéfiro -, de 17de janeiro de 1857, em casa do Sr. Baudin, sendo médium a Srta. Baudin.
“Nesta existência só verá a aurora do sucesso de tua obra. Será preciso que voltes, reencarnado em um outro corpo, para completar o que tiveres começado, e terás então a satisfação de ver em plena frutificação a semente que tiver espalhado naTerra”.
“Prossegue em teu caminho sem temor, e embora seja ele semeado de espinhos, afianço-te que terás grandes satisfações antes de voltares, por um pouco, entre nós”.
Kardec pergunta – O que quereis dizer com estas palavras por um pouco?
Resp. Z. – Não ficarás muito tempo entre nós. É preciso que voltes para terminar tua missão, que não poderá ser concluída nesta existência. Se fosse possível, não partirias de maneira alguma, mas é preciso que nos sujeitemos à lei natural. Ficarás ausente por alguns anos  e, quando retornares, será em condições que te permitam trabalhar desde logo.. No entanto há trabalhos que será útil terminares antes de partir, e por isso te deixaremos o tempo necessário para os concluíres.
 
Nota de Kardec – No livro “o Céu e o inferno”
Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos que me restam a fazer e levando em conta o tempo de minha ausência e o da infância e juventude até atingir a idade em que um homem pode desempenhar um papel no mundo, chego à conclusão que isso acontecerá forçosamente no fim deste século ou no começo do outro. (A Verdade, 10 de junho de 1860 “em minha casa”, sendo médium a Sra. Schmidt)
 
“Segundo as minhas observações e as informações que obtive em boa fonte, ficou evidente para mim que, quanto mais cedo a sua desencarnação se opere, tanto mais cedo poderá ter a reencarnação, com a qual acabará a sua obra” (Demeure, “Espíritos felizes”).
 
Dos trechos das comunicações acima, inseridas em “Obras Póstumas” efetuamos dentre outras, as seguintes reflexões:
 
-Parece-nos que era entre os espíritos de diversas categorias, opinião de consenso quanto à necessidade de Kardec voltar ao corpo para dar continuidade à Obra.
 
- A sua reencarnação se daria dentro de pouco tempo: “Ficarás ausente por alguns anos…” Efetuando um cálculo sobre a sua referida volta, na qual acreditava, Kardec concluiu que ela aconteceria forçosamente, no fim deste século (XIX) ou no começo do outro (XX).
 
- No caso da comunicação obtida em 10 de junho de 1860, através da médium Sra. Schimidt, teria ele sido mistificado em sua própria casa?
 
- Vejamos que os avisos de sua próxima reencarnação foram dados por médiuns diferentes, num espeço de mais de três anos entre os dois, um ratificando o outro.
 
- Teria o Espírito da Verdade se equivocado em assunto de tamanha gravidade? Se se equivocou nesse ponto, não poderia ser engamado em outra questão no conteúdo da própria Doutrina?
- O que aconteceria se tal revelação , carecendo de seriedade, interferisse psicologicamente no Codificador? Seriam os espíritos, sempre em contato com ele, tão levianos assim?
(Pois no século XX não apareceu nenhum outro, a não ser Chico Xavier, para confirmar o que foi revelado pelo Espírito da Verdade, com envergadura tal que desse continuidade á obra do Codificador. (Neste caso, com  a palavra O Espírito da Verdade).
 
- Zéfiro não era um espírito qualquer. A seu respeito escreve Herculano Pires, em nota de rodapé: “Z. ou Zéfiro era protetor da família Baudin e estava naturalmente ligado ao trabalho de Kardec(…) devia pertencer à falangedo Espírito da Verdade. As meninas Baudin tiveram a missão mediúnica de receber o “Livro dos Espíritos”. Bastaria isso para mostar que Z.. estava encarregado de um trabalho bastante sério.
 
A título de reflexão a obra mediúnica de Chico Xavier emerge da obra de Allan Kardec, que encontra na primeira o seu desdobramento. Por exemplo: “O Livro do Espíritos” continua em “O Consolador” e “Religião dos Espíritos”; “O Livro dos Médiuns”, em “Nos Domínios da Mediunidade”, “Seara dos Médiuns” e outros; “Evangelho Segundo o Espiristimo” Em toda a obra evangélica de Emmanuel”; “O Céu e o Inferno”, em “Ação e Reação”", Justiça Divina, etac; A”A Gênese” em “Evolução em Dois Mundos” e, deresto, em toda a série de andré Luiz, inclusive no excelente “A Caminho da Luz”, de Emmanuel.
 
As seguintes palavras do Codificador, incluídas por Leymarie em “Obras Póstumas, no capítulo “Allan Kardec e a nova constituição”, sempre foram sem dúvida o lema de trabalho adotado por Chico Xavier: “As dificuldades e os obstáculos, longe de me atemorizarem, redobraram as minhas energias. Divisei o fim objetivado e resolvi atingi-lo, com a assistência dos Bons Espíritos. Sentia que não tinha tempo a perder e não perdi, nem em visitas inúteis, nem em cerimônias estéreis. foi a obra da minha vida. Dei-lhe todo o meu tempo, sacrifiquei-lhe o meu repouso, a minha saúde, porque diante de mim o futuro estava escrito em letras irrecusáveis”.
 
Supondo que Allan Kardec não tivesse reencarnado, não seria questionável o fato de jamais ter se dignado de escrever uma linha sequer através de Chico Xavier, médium de idoneidade indiscutível, para se lhe fazer intérprete do pensamento junto à extensa comunidade espírita, ávida pela sua presença?
- Emmanuel, um dos Espíritos responsáveis pela codificação, integrante da falange do Espírito da Verdade, era protetor e coordenador das atividades mediúnicas de Chico Xavier. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo XI – “Amaro próximo como a si mesmo” – Sob o título ” O Egoísmo” está inserida em uma página de sua autoria., transmitida em Paris, no ano de 1861.
 
Estas são apenas algunsdosquestionamentos de questão tão profunda, pontos de vista compartilhados por inúmeros médiuns e espiritistas renomados como: Corina Novlino, Terezinha de Castro, Marlene Severino Nobre, Geraldinho Lemos, Martins Peralva, Caio Rammacioti, Maria Philomena Aluotto Berutto (D. Neném) Presidente da União Espírita Mineira por 35 anos, e demais confrades diretores daquela instituição, Antusa e inúmeros outros médiuns e colaboradores, que mantinham relações regulares com Chico, que inclusive evitava e até mesmo fugia do assunto, não gostava que lhe perguntassem, e quando isso ocorria era sempre evasivo desconversando sobre o assunto, mas tabém nunca o desmentindo. Também o médium Antônio Baduy Filho, que transmitiu uma mensagem fazendo esta afirmação de autoria do Espírito Hilário Silva recebida na 35 reunião do Commetrin (1993), quando foram perguntar ao Chico se deveriam torná-la pública,ele respondeu: “ela não foi recebida em reunião pública, então já é pública, qual é a dúvida?” Também o médium Adelino Silveira que escreveu o livro “Kardec Prossegue”, versou sobre esse assunto, e que a partir de meados dos anos noventa, Chico Xavier passou a enviar para seus amigos autografando de próprio punho e enviando-o aos amigos. Não seria o mesmo que atestar tal tese? Descobri que são tantos os estudiosos sérios que pensam destas forma e muitos, mas muitos mesmo conviveram com o Chico, de tal forma que esta não é uma questão a ser analisada apressadamente.
 
Inúmeros são as reflexões e pontos de vistas  de pessoas sérias e honradas sobre a afirmação favoráveis ou não, à esta tese, e que a todas respeito. O Certo é que se foram espíritos diferentes foram dois grandes espíritos e, se foram o mesmo, foram dois grandes momentos de dedicação incondicional ao Cristo. Acredito que os diversos irmãos tem todo o direito de expressarem seus pontos de vista, sem que isto interfira no que realmente nos interessa: a melhoria de nós mesmos, esforçarmos no limite de nossas forças buscando seguir os ensinamentos de Jesus, sobretudo o “amai-vos uns aos outros”.
 
Desculpe se me estendi na resposta, que é fruto do respeito que tenho pela senhora e também aos demais companheiros espíritas, prontificando-me sempre a dialogar sobre um assunto que considero de grande beleza: o Amor do Cristo nos enviando um ou dois missionários de tão elevado valor, em meio a tantos outros que nos tem enviado ao longo dos séculos.
E quanto ao fato do professor Rivail ser por demais “pesaroso”, acredito que é uma inteptretação sua, a que tem todo direito, talvez motivada por um dia que fiz o espetáculo muito gripado, mas mesmo que não seja esse o motivo, acredito que a senhora já deve ter passado algumas noites sem dormir com excesso de trabalho, para entender a luta que este homem teve e que o levou à uma morte prematura e, ao seu pedido de rever à colocação em questão  sinto não poder atendê-la, pois não é esta a vontade dos Espíritos que conduzem o nosso trabalho e nem a minha. Jesus também não foi aceito pelos poderosos da época por ser simples carpinteiro e não o poderoso guerreiro que os judeus esperavam e esperam até hoje, e talvez o grande intelectual Kardec também não possa ser aceito na pele de um matuto “de pouca instrução”, de origem humilde, nascido nas Minas Gerais.
 
Também gostaria de ressaltar que levo meu trabalho muito a sério para nele colocar ponderações apressadas e levianas.
Como eu disse anteriormente a arte defende a livre expressão, e o espiritismo é a fé raciocinada, que não defende dogmas e nem o fundamentalismo de opiniões que embora respeite, estarão sempre longe de dar a opinião final sobre os assuntos que somente o Criador e Jesus o sabem com certeza, através do entendimento respeitoso tenho enriquecido a minha vida e estudos sobre o espiritsmo (aos quais me dedico há mais de vinte e cinco anos), tendo a oportunidade de fazer muitos amigos, o que espero sinceramente seja o nosso caso.
 
Um grande abraço, e que Jesus nos ilumine e nos guie sempre!
 
Cordialmente
 
Marco Nicolatto.
 

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